Na natureza nada se cria…


Tudo se copia.

Orphan Black conta a história da Ovelha Dolly de Sarah Manning, uma garota não tão honesta que mora numa cidade não identificada da América do Norte. Em uma certa noite, ela vê uma outra mulher se suicidar pulando na frente de um trem (uma coisa super comum) e esta nem é a parte mais bizarra: antes dela pular, Sarah percebe que a garota é idêntica a ela.
Em um ato de desespero misturado à curiosidade, ela pega a bolsa da suicida que havia ficado ali perto e volta pra casa, na esperança de encontrar alguma coisa nos documentos que explique a incrível semelhança entre as duas. Depois de perceber que a mulher não era somente parecida mas sim completamente igual à ela, Sarah toma para si a identidade da falecida que por sinal tinha uma vida muito melhor que a dela, começando pelo namorado, o gostosão Paul.

Com o tempo Sarah descobre que ela e Beth, a suicida que costumava ser policial, são duas de várias clones espalhadas pelo mundo. Ao longo da história, novas clones vão aparecendo, como Fred e Jorge Alison e Cosima, cada uma com uma personalidade diferente. Além desta trama, Sarah deve lidar com a vida de policial que agora tomou e ainda ter cuidado para não ser desmascarada.

Claro que isto é somente o pano de fundo inicial. A história vai evoluindo a cada episódio – criando mais tramas e subtramas, cada uma unicamente fantástica, e o enredo vai ficando cada vez mais complexo e intrigante. Primeiro, uma confissão: assisti à esta temporada com meu pai em menos de 24h. Sim, ela é extremamente viciante, por isto recomendo que assista quando estiver com muito tempo, pois garanto que não vai querer parar. Comecei a assistir por recomendação do meu irmão. Nunca tinha ouvido falar muito de Orphan Black, e por isto não sabia se prestava. Porém, no momento que comecei a ver percebi que ali estava uma das séries mais subestimadas e injustiçadas da atualidade, que dá de 10×0 em muitas outras séries badaladas por aí. O ritmo é alucinante, o enredo é espetacular, os personagens todos são interessantes, e as reviravoltas vão acontecendo a todo instante.

O que mais me fez apaixonar pelo universo das clones foi a ousadia da trama. Diferentemente de outras séries atuais, que muitas vezes tendem a ser repetitivas, Orphan Black não tem medo de ser original e isto é um ponto muito positivo. Como eu já disse aqui no blog várias vezes, não fico analisando questões técnicas; se a série me interessou e me viciou, não reluto em dar nota boa. E com OB não é diferente.

Se eu pudesse definir esta primeira temporada em uma palavra, seria viciante. Tem hora que nem terminei de recuperar o fôlego e já surge um novo plot twist, me deixando vidrado com os olhos na televisão. Sem falar na atuação de Tatiana Maslany, que merece um parágrafo só falando disto.

Tatiana interpreta todas as clones que aparecem no seriado. O mais espantoso é que elas são muito diferentes uma da outra nos trejeitos, e temos a impressão que são várias atrizes parecidas uma com a outra e não somente Tatiana. Sarah é corajosa e aventureira; Beth – que é mostrada por meio de gravações e tudo mais – é (era) mais séria e centrada; Alison é aquela típica mãe do subúrbio cheia de manias; Cosima é mais inteligente e estudiosa; Helena é louca e fanática; e isto somente falando das principais. É realmente uma coisa de louco – eu poderia ficar o dia inteiro aqui elogiando, mas acho que é melhor eu passar pros outros tópicos.

Além das clones, outros personagens também brilham muito, como o irmão adotivo de Sarah: Felix, uma figura. Seu jeito afetado e engraçado conquista logo de cara, sem falar na sua docilidade e disposição para ajudar sua irmãzinha com quem divide o apartamento. Kira, a filha de Sarah, também é uma boa personagem, apesar de não ter tido tanto destaque até aqui, e a mãe adotiva de Sarah, Sra. S, é uma mulher bastante misteriosa e que nos deixa ansiosos para conhecer seus segredos.

Além destes, Art aparece bem como o policial que costumava ser parceiro de Beth, Paul intriga bastante com seu jeito bom-demais-pra-ser-verdade, Delphine surge como o interesse romântico de Cosima, Dr. Leekie explica um pouco mais sobre a criação dos clones, Vic (ex-namorado encrenqueiro de Sarah) começa a desconfiar das coisas e por aí vai. Todos eles têm sua relevância, tanto na vida de Sarah quanto no destino de todas as clones.
Acho que ficou bem óbvio que eu recomendo pra caralho esta série, né. Dê uma chance a ela e prometo que em Orphan Black você encontrará um perfeito entretenimento.

 

~ OBSERVAÇÕES SPOILENTAS: NÃO LEIA A NÃO SER QUE JÁ TENHA VISTO A TEMPORADA INTEIRA. O AVISO ESTÁ DADO ~

 

  • É simplesmente sensacional ver a Tatiana interpretando a Alison que por sua vez interpreta a Sarah naquela cena com a Kira. Dá pra notar a diferença e o cuidado na atuação.
  • Katja Obinger durou menos que um pacote de bolacha Passatempo.
  • Essa Helena é maluca pra carai hein, gostei.
  • Era, né.
  • Quando a mãe da Sarah apareceu eu fiquei tipo ??¿¿
  • E o rabo daquele cara, que nojo.
  • Awn, que gracinha Helena e Sarah serem irmãs gêmeas *-*
  • Kira sendo atropelada foi tenso.
  • Nunca pensei que a Alison fosse fazer aquilo com a Aynsley.
  • Caaaaara, elas são patenteadas, que merda.
  • Um pequeno cliffhanger no final, normal.
  • Será que a Sarah é a original? Se bem que não faria muito sentido, né. Ah, sei lá, buguei geral.
  • A todo momento eu ficava com a impressão que o Vic iria estragar tudo.
  • Delphine cuzona.
  • Mano, que comédia aquela cena da Alison meio que torturando o Donnie.
  • Pode vir, próxima temporada!

 

~ FIM DAS OBSERVAÇÕES SPOILENTAS. A PARTIR DAQUI PODE FICAR DE BOA SE VOCÊ AINDA NÃO VIU ~

 

+ Melhor personagem: Sarah Manning
Curiosa, adaptável e com a característica de nunca desistir, Sarah conduz a história com sua determinação infinita.

Mozão
Mozão

+ Melhor episódio: S01E10 (“Endless Forms Most Beautiful”)
O último episódio fecha com chave de ouro a temporada. Destaques também para os acontecimentos dos episódios 8 e 9 e para a atmosfera do episódio 6, o qual eu achei bem divertido.

Todo mundo queria ter um amigo igual ao Felix
Todo mundo queria ter um amigo igual ao Felix