Bom dia, pessoal! Hoje posto a primeira resenha do blog!!! Vou falar sobre o livro ‘O ar que ele respira’ da série Elementos #1.

Elizabeth, mais conhecida como Liz, viveu com o marido Steven e a filha Emma por vários anos, sempre muito feliz. Ao sofrer um acidente, Steven vem a falecer deixando as duas sozinhas. Tudo é um grande choque para as duas, foi uma tragédia que conseguiu abalar todas as suas estruturas, ela começa a passar muito tempo se isolando. Para tentar superar, tenta se permitir dar alguns passos, de modo que, consiga voltar a sua antiga vida. Decide, então, morar um ano com sua mãe, afinal de contas, apoio de mãe é tudo!

No entanto, a mãe de Liz é bastante ausente há muitos anos, desde que perdeu o marido – pai de Liz. Ela não conseguiu superar a perda, apenas evita se lembrar procurando vários namorados como uma forma de se distrair. Isso afeta nossa protagonista profundamente, pois sente falta de sua verdadeira mãe que ficava mais tempo em casa, aquela mãe que não vestia mini saias e saía atrás de homens.

Ainda tentando recolher os cacos do que restou de si, Liz decide voltar para Meadows Creek, onde residia com o marido, para poder dar continuidade com sua vida. Decide erguer a cabeça e seguir em frente, tudo por Emma, seu maior tesouro.

As vezes, a pior parte de existir sem a pessoa que amamos é ter que se lembrar de respirar. (Pg. 104)

Tristan, perdeu a esposa e o filho pequeno em um acidente trágico também, o que fez com que se fechasse do mundo. Antes, ele era animado, sorridente, possuía uma outra disposição… ele amava viver! Agora, não consegue suportar a ideia de viver sem as duas pessoas que mais amava, então, opta pelo isolamento – da família, dos amigos e de seus sonhos. Constrói muralhas ao seu redor, bloqueia qualquer tipo de sentimento, evita se lembrar de qualquer detalhe sobre eles, tudo para não sofrer. E, aos poucos, começa a tratar a todos de forma rude e seca.

Você não precisa estar bem o tempo todo. É normal sentir a dor de vez em quando. É normal se sentir perdida, como se estivesse andando no escuro. São os dias ruins que tornam os bons ainda melhores. (Pg. 172)

Ao voltar para sua cidade e, ao chegar em casa, Liz descobre que Tristan é seu novo vizinho. Faye, sua melhor amiga, conta as novidades e avisa que ele é considerado por todos um homem sem educação, perigoso, cruel e que fugiu de sua antiga vida pra fugir dos problemas. Ninguém sabe porque ele realmente se mudou. Apesar de seus amigos a alertarem, Liz não se contenta com essa imagem superficial que criaram dele e acaba conhecendo seu vizinho, que tenta resistir, evitando até os mínimos diálogos com ela.

 Às vezes, acho que as pequenas recordações são as piores. Consigo lidar com as lembranças do aniversário dele e até do dia em que ele morreu, mas quando as pequenas coisas vêm à tona, como o modo como ele cortava a grama, ou ele pegando o jornal só pra ler as tirinhas, ou fumando charuto na véspera do ano-novo…

Ao olhar em seus olhos, tudo que consegue enxergar neles é a dor, a tristeza, a rigidez e a angústia. Liz sente que ele está sofrendo tanto quanto ela e, por isso, continua tentando se aproximar cada vez mais. E, após diálogos extremamente ‘secos’ por parte de Tristan, ela consegue ir demolindo esse muro, tijolo por tijolo. Ambos passam a se envolver, porém, emocionalmente, não conseguem quebrar a ligação. Se beijam e fingem que, na verdade, estão beijando seus ex-marido/mulher. O desejo deles de poder rever, abraçar ou beijar seus ex-companheiros é tanta, que não se importam em idealizar o encontro ali, um nos braços do outro.

Eu me senti egoísta por querer abraçá-lo ainda mais forte, pois não estava preparada para abandonar minha solidão. Durante aqueles minutos com Tristan, não consegui pensar no quão solitária eu era. Por alguns instantes silenciosos, encontrei o conforto de que eu sentia tanta falta. (Pg. 114)

Acompanhar esse romance ir nascendo aos poucos, foi incrível! É um amor que surge no meio de muita dor, de muitas lágrimas e sofrimento. Essa leitura só me fez perceber que a vida vale a pena ser vivida! Que não devemos nos deixar levar por essas peças que a vida nos prega, devemos nos apegar a vida, apesar dos problemas! Quando tudo é chuva e trovões, devemos ser fortes, ter a esperança de que alguém vai surgir para te tirar dali, para te mostrar o sol, para mostrar que vale a pena voltar a sorrir!

Nós dois estávamos em mundos separados, feitos de nossas pequenas recordações, e, ainda assim, conseguíamos sentir a dor um do outro.

Eu apreciei bastante o modo como os personagens foram construídos. Dos secundários, eu adorei a Faye – porque ela é divertidíssima, alto astral e uma excelente amiga! (ela passa por cima dos próprios problemas pra ajudar Liz) – e gostei muito do Sr. Henson, um senhor que sofreu, mas está lá de pé, mostrando que podemos superar as dores.

Não jogue fora a chance de ser feliz. No final, não são nas cartas de tarô, nos cristais ou nos chás especiais que reside a magia. A magia está nos pequenos momentos. Nos pequenos gestos, nos sorrisos gentis e nas risadas silenciosas. A magia é viver todos os dis e se permitir respirar e ser feliz. (Pg. 248)

Vamos, durante o livro, mergulhando de cabeça nos sentimentos de Tristan e Elizabeth. A dor deles, vira a nossa dor. Quando eles se sentem perdidos, solitários, angustiados, tudo que eu queria fazer era entrar no livro e abraçá-los, arrumar algum modo de consolá-los. Me envolvi tanto com a história que admito ter chorado diversas vezes durante a leitura. -sou uma manteiga derretida também, choro até com comercial!

Sabe aquele lugar entre os sonhos e os pesadelos? Aquele lugar onde o amanhã não chega e o passado não dói mais? O lugar onde seu coração bate em sintonia com o meu? Aquele lugar onde o tempo não existe e é mais fácil para de respirar? Quero viver nesse lugar lá com você.

Pra vocês terem uma noção, comecei e terminei o livro em uma tarde, pois não conseguia soltá-lo, eu precisava continuar lendo sobre aqueles personagens, precisava saber o que iria acontecer com eles! Adorei as reviravoltas e descobertas que vamos fazendo no decorrer do livro. O final foi surpreendente, eu realmente não esperava NADA como aquilo!
Enfim, indico muito essa leitura para todos, pois acredito que a experiência de cada pessoa pode ser diferente. Virou um novo favorito!

Ele ficou ali, respirando junto aos meus lábios. O ar que ele respirava se confundia com o da minha inspiração, se tornava minha cura. (Pg. 185)

Avaliação: 5/5